Vida e Obra de Antoni Tàpies

quadro pitado com diversas cores

Nascido em 1923, em Barcelona, Espanha, o pintor catalão Antoni Tàpies abandonou o curso de Direito para dedicar-se à pintura e foi considerado um dos mais importantes pintores para a arte do século XX. Utilizava objetos e texturas inovadoras para compor suas telas, inserindo-as na corrente artística chamada de “pintura matérica”.

Como foi sua vida

Antoni Tàpies nasceu em uma família burguesa de políticos e, aos 18 anos, devido a uma doença pulmonar, passou dois anos em repouso, o que lhe deu tempo para pintar cópias de obras famosas dos artistas que ele admirava, como Picasso e Van Gogh. Após esse período, Tàpies inicia seus estudos na universidade de Direito de Barcelona, enquanto pintava telas de cunho existencialista e surrealista. Fez sua primeira exposição individual em 1950, organizada por Josep Gudiol, na Galeries Laietanes. Desistiu da carreira de advogado em 1945, para montar seu próprio estúdio em Barcelona. Em 1953, deixa o estilo surrealista e adota o informalismo europeu, após casar-se com Teresa Barba. Sua posição contrária ao regime franquista leva-o para a cadeia em 1966 e, em seguida, na década de 70, ganhou reconhecimento internacional graças à exibição de suas obras nos principais museus de arte moderna do mundo, o que lhe rendeu prêmios como “Medalha de Ouro da Genialidade da Catalunha”, em 1983, e “Prémio Príncipe das Astúrias das Artes”, em 1990. Em 1984, fundou a “Fundação Antoni Tapiès” para promover o estudo da arte contemporânea. Faleceu em 2012, aos 88 anos, em Barcelona.

Quais foram suas obras?

As primeiras obras de Antoni Tapiès são essencialmente surrealistas, revelando toda a liberdade poética do estilo, como em sua pintura “A Ocultação de Wotan”, e são fortemente influenciadas por pintores como Paul Klee e Joan Miró. Em 1954, sua obra muda consideravelmente de estilo e torna-se mais expressiva, inserindo-se na corrente artística chamada “pintura matérica”. Nesse período, suas tintas tornam-se mais espessas e consistentes e ele passa a fazer uso de cimento, corda, areia, papel, látex e produtos do lixo urbano, produzindo telas quase esculturais. Nos anos 70, passa a incorporar objetos sólidos, roupas e mobílias as suas obras, como em “Peça de Roupa”, de 1973.

Foto: Dariusz T. Oczkowicz

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